Plano de saúde cobre cirurgia de diástase abdominal? 8 dúvidas respondidas

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O plano de saúde cobre cirurgia de diástase abdominal porque ela faz parte do rol de procedimentos ANS. Para que isso ocorra, o paciente deve atender alguns critérios que vamos esclarecer a seguir. 

Mas antes disso, é importante que você entenda o que é a diástase abdominal.

A diástase é um afastamento excessivo de dois músculos que são separados por uma linha vertical na região do abdômen. 

Quando ela ocorre o paciente fica com um aspecto de barriga distendida, dando a impressão de gordura abdominal ou obesidade sem necessariamente tê-las de fato. 

As características da diástase abdominal são:

  • Região abaixo do umbigo mole e flácida;
  • Protuberância no abdômen após tossir, agachar ou pegar peso;
  • Afastamento dos músculos que pode chegar até 10 centímetros;
  • Dor na lombar;
  • Disfunção do assoalho pélvico.

Ela é bastante comum em mulheres no pós-parto devido ao útero estender o reto abdominal durante o seu crescimento na gestação. Entretanto, ela também pode acometer homens e bebês prematuros. 

Quando a cirurgia de diástase abdominal é indicada?

A cirurgia de diástase é indicada quando exercícios específicos e dieta não forem suficientes para resolver o problema de afastamento dos músculos. 

Em alguns casos, a diástase pode trazer dores nas costas, pois a musculatura está enfraquecida e não dá suporte à coluna. Além disso, ela também pode ocasionar hérnia de umbigo. 

O motivo da cirurgia nesses casos é a melhora da saúde do paciente e não apenas por razões estéticas. 

A recomendação para acabar com a diástase é que a correção seja feita com exercícios e uma dieta equilibrada. Fisioterapia também pode ajudar.

Quando nenhuma dessas tentativas der resultado deve ser considerada a cirurgia para diástase. No procedimento, os músculos do abdômen são costurados.

Como a cirurgia de diástase abdominal acontece?

A cirurgia de diástase pode ser feita de três formas:

 

Cirurgia aberta

É feita uma incisão para abrir as camadas de tecido até expor o músculo, para ser feita a correção do afastamento. 

O cirurgião usa um afastador para que a equipe médica possa ver a musculatura com mais detalhes e, assim, costura a aponeurose, uma membrana que envolve os músculos, aproximando-os. 

Conjuntamente, pode ser realizada uma abdominoplastia para retirada do excesso de pele. Já em caso de gordura excedente, recomenda-se a lipoaspiração.

A taxa de sucesso geralmente é alta. A realização desse tipo de cirurgia mostra que não há reincidência da diástase dos retos abdominais.

Laparoscopia

Neste procedimento são feitos pequenos orifícios no abdômen, por onde vão passar os  instrumentos, inclusive uma câmera, para fazer a correção do problema. 

A taxa de sucesso é alta e a cirurgia é menos invasiva do que o método convencional. Entretanto, nos casos em que é necessário a retirada do excesso de pele, o cirurgião pode optar pela cirurgia aberta. 

Cirurgia robótica

O procedimento é feito por braços robóticos controlados pelo cirurgião em um console semelhante ao de um videogame. 

Um desses braços tem uma câmera 3D, que permite visualizar as imagens em alta definição em um monitor. 

É um procedimento minimamente invasivo, muito preciso e que diminui o tempo de internação.

Plano de saúde cobre cirurgia de diástase abdominal?

Sim, o plano de saúde cobre a cirurgia de diástase porque ele faz parte do rol de procedimentos ANS. Desta forma, as operadoras de saúde são obrigadas a cobrir o procedimento.

Entretanto, para que o paciente consiga realizar a cirurgia pelo convênio é necessário que ele tenha segmentação assistencial hospitalar, com ou sem obstetrícia, ou seja, do tipo referência. 

Além disso, é preciso observar se há carência no seu contrato.

Quando o plano de saúde cobre cirurgia de diástase abdominal?

O plano de saúde cobre a cirurgia de diástase abdominal quando há indicação clínica. Isso significa que um médico deverá avaliar a necessidade do procedimento.

A recomendação é feita após o paciente passar por uma consulta e exame clínico. No entanto, o médico pode solicitar outros exames que possam confirmar o diagnóstico, como ultrassonografia  ou tomografia do abdômen. 

Feita essa análise inicial, o profissional deverá especificar a necessidade de realização da cirurgia em relatório médico. 

Quando o plano de saúde NÃO cobre cirurgia de diástase abdominal?

O plano de saúde não cobre a cirurgia de diástase se não houver comprovação do diagnóstico e real necessidade por razões de saúde.

Apenas pela vontade do paciente ou por motivos estéticos, o plano não é obrigado a oferecer a cobertura.

Portanto, é importante que o paciente realize uma consulta com um cirurgião para que ele possa fazer essa avaliação. 

Qual plano de saúde cobre cirurgia de diástase abdominal?

Os planos de saúde que cobrem a cirurgia de diástase são aqueles que possuem segmentação hospitalar. 

Ele pode ser do tipo ambulatorial hospitalar, com ou sem obstetrícia. Se for apenas ambulatorial, não há cobertura para internação e não é possível efetuar a cirurgia.

O convênio do tipo referência também cobre cirurgia de diástase.

Como solicitar cirurgia de diástase abdominal pelo plano de saúde?

Para que uma cirurgia seja autorizada pela operadora do plano de saúde, é importante que o profissional aponte em relatório médico a indicação da cirurgia.

Além disso, ele precisa especificar qual o problema de saúde, o motivo clínico para realizar a cirurgia, a gravidade do caso e há quanto tempo o paciente está debilitado pelo problema. 

Também é importante que ele faça um histórico do quadro da pessoa com diástase abdominal, e se o paciente tentou corrigir o problema anteriormente com dieta e exercícios.

Para a operadora aprovar o procedimento esses dados são relevantes. 

O documento deve ser enviado para a seguradora, que irá analisar a solicitação e dará uma resposta ao paciente. Há casos em que a operadora do plano solicita avaliação por outro profissional.

Plano de saúde negou cirurgia de diástase abdominal. O que fazer?

A negativa de uma cirurgia que faz parte do rol de procedimentos ANS e tem indicação médica é considerada uma prática abusiva.

Caso isso ocorra você pode abrir uma reclamação na própria seguradora e também na ANS relatando o caso.

Se isso não for suficiente para reverter a situação, você pode procurar um advogado especializado na área de saúde que irá tomar as providências legais cabíveis.

 

Muitas pessoas que procuram um cirurgião para tratar da diástase também têm interesse na cirurgia bariátrica, abdominoplastia e retirada de excesso de pele.

Quer saber mais sobre o tema? Veja também  cirurgia bariátrica: como funciona, benefícios e como solicitar pelo plano.

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